Páginas

19 de nov. de 2014

Os Pilares do Aprendizado (3)

Como vimos anteriormente - em Os Pilares do Aprendizado (2) - o aprendizado de qualidade e duradouro se sustenta sobre três pilares: a instituição, o corpo docente e o corpo discente.


O Corpo Discente

Talvez o pilar mais importante do ponto de vista do processo de aprendizado, o Corpo Discente (os alunos) é formado pelos clientes da instituição de ensino e são as suas necessidades de aprendizado que deverão ser satisfeitas.


Mas, enquanto que ensinar é o processo de transmitir dados e informações, aprender é o processo de receber e transformar esses dados e informações em conhecimento. E é o aluno quem o faz, e não o seu professor.

Daí que é muito importante que o corpo discente seja também interessado, disposto, esforçado, comprometido, atuante, disciplinado e participativo. Sócrates (c.470 a.C - c.399 a.C.) ao utilizar o seu método de ensino denominado maiêutica, levava seus discípulos a questionarem tudo que pensavam saber sobre quaisquer assuntos. De acordo com McGee (1999, p.23)
[...] Sócrates fez mais do que qualquer outra pessoa para estabelecer o princípio de que tudo deve estar aberto ao questionamento [...] Com base nisso, ele colocou no centro da filosofia um método conhecido como dialética, que consiste em buscar a verdade por um processo de pergunta e resposta. Desde então ela não perdeu seu lugar, e é usada particularmente como método pedagógico.
Fazia com que eles desconstruíssem o que sabiam e, a partir do que restava, ajudava-os a reconstruir o conhecimento em bases sólidas. Porém, para atingir este objetivo final, os discípulos deveriam doar-se ao processo socrático de aprendizado. Em outras palavras, os discípulos deveriam construir o próprio conhecimento participando ativamente do processo, interagindo com o mestre e colegas, demonstrar interesse e comprometimento pelo aprendizado, de forma disciplinar e com método.

Conclusão
Como uma casa, o aprendizado também deve se sustentar em pilares sólidos, pois caso contrário, desmorona. O que restam são apenas fragmentos de dados e informações memorizadas que servem apenas para passar na prova final ou no ENADE. E não conhecimento duradouro e útil que pode ser aproveitado na vida pessoal e profissional de cada indivíduo.

Referências

MCGEE, Bryan. História da Filosofia. São Paulo: Ed. Loyola, 1999.

Nenhum comentário:

Postar um comentário