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27 de nov. de 2014

O Processo de Aprendizado

Discutimos, em postagens anteriores, os Pilares do Aprendizado. Nelas vimos a importância da instituição, do corpo docente e do corpo discente no processo de transformação dos dados e informações, que os mestres transmitem aos alunos, em conhecimento.

Gostaria de propor agora o que penso ser um processo de aprendizado eficaz. Lembrando primeiramente, dos estudos sobre Administração, a diferença entre eficácia e eficiência. Ser eficiente é fazer com destreza e rapidez tudo o que nos é atribuído. Eficácia é realizar com eficiência apenas o que deve realmente ser feito, pois ao ser eficaz nos aproximamos de nossos objetivos estratégicos.

Se nosso objetivo estratégico como alunos é aprender, ou melhor, desenvolver conhecimento duradouro e de qualidade, então ser eficaz é realizar atividades que nos aproximem deste objetivo. Quaisquer outras atividades impróprias irão nos afastar deste objetivo e portanto não serão eficazes.

O Processo
O processo se divide em cinco etapas cíclicas, pois não há fim, e suas principais atividades são, a saber:
* se disponíveis
  1. Preparar a Aula
    • Ler os slides* da aula
    • Ler a apostila* da disciplina
    • Ler os capítulos dos livros* indicados na bibliografia
    • Pesquisar na internet sobre o assunto a ser discutido 
    • Anotar as dúvidas que surgirem
  2. Participar da Aula
    • Estar presente de corpo e alma (aluno comprometido, leia os Pilares)
    • Participar, contribuir com o assunto apresentado em aula
    • Fazer anotações sobre o conteúdo apresentado 
    • Participar e fazer as atividades em sala/em equipe
    • Esclarecer as dúvidas
  3. Rever a Aula
    • Revisar os slides e anotações da aula 
    • Reler os capítulos dos livros indicados nos slides 
    • Fazer as atividades/trabalhos para casa/em equipe ou individual
    • Anotar as dúvidas remanescentes
  4. Verificar o Aprendizado
    • Fazer o simulado* no site da disciplina
    • Listar os pontos que ainda não estão devidamente compreendidos
    • Anotar as dúvidas remanescentes
  5. Realizar Leituras Adicionais
    • Ler o material adicional relativo a aula 
    • Visitar os links do site* da disciplina 
    • Pesquisar na internet sobre o assunto discutido
Tenho certeza que o aluno que seguir este processo com disciplina e método, notará que o conteúdo aprendido foi transformado em conhecimento. E conhecimento é válido para toda a vida. Basta saber utilizá-lo com sabedoria e ética.

20 de nov. de 2014

PMBOK 5ª Edição | Modificações na Área 11-Riscos

Nesta 5ª Edição, a área 11-Gerenciamento dos Riscos do Projeto teve apenas a mudança de nome de um processo. São seis processos no total, a saber (PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE, 2014, p.309-354):

11.1 Planejar o gerenciamento dos riscos

Definir a forma de atuação da equipe de projeto perante a ocorrência de situações de risco inesperadas.

11.2 Identificar os riscos
Identificar e documentar possíveis fatores de risco ao bom andamento do projeto.

11.3 Realizar a análise qualitativa de riscos
Priorizar os fatores de risco significativos para posterior análise e contenção.

11.4 Realizar a análise quantitativa de riscos
Analisar quantitativamente os fatores de risco para elaborar as respostas.

11.5 Planejar as respostas aos riscos
Elaborar os planos de contingência e contenção de riscos.

11.6 Controlar os riscos
Monitorar e controlar os fatores de riscos e ativar os planos de contingência quando necessários. Identificar, analisar e responder ao surgimento de novos fatores de riscos não identificados.

Mantiveram-se os processos da 4ª Edição.


Referência

PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Um guia para o conjunto do conhecimento em gerenciamento de projetos (Guia PMBOK). 5ª Ed. Newtown Square: Project Management Institute, 2014

19 de nov. de 2014

Os Pilares do Aprendizado (3)

Como vimos anteriormente - em Os Pilares do Aprendizado (2) - o aprendizado de qualidade e duradouro se sustenta sobre três pilares: a instituição, o corpo docente e o corpo discente.


O Corpo Discente

Talvez o pilar mais importante do ponto de vista do processo de aprendizado, o Corpo Discente (os alunos) é formado pelos clientes da instituição de ensino e são as suas necessidades de aprendizado que deverão ser satisfeitas.


Mas, enquanto que ensinar é o processo de transmitir dados e informações, aprender é o processo de receber e transformar esses dados e informações em conhecimento. E é o aluno quem o faz, e não o seu professor.

Daí que é muito importante que o corpo discente seja também interessado, disposto, esforçado, comprometido, atuante, disciplinado e participativo. Sócrates (c.470 a.C - c.399 a.C.) ao utilizar o seu método de ensino denominado maiêutica, levava seus discípulos a questionarem tudo que pensavam saber sobre quaisquer assuntos. De acordo com McGee (1999, p.23)
[...] Sócrates fez mais do que qualquer outra pessoa para estabelecer o princípio de que tudo deve estar aberto ao questionamento [...] Com base nisso, ele colocou no centro da filosofia um método conhecido como dialética, que consiste em buscar a verdade por um processo de pergunta e resposta. Desde então ela não perdeu seu lugar, e é usada particularmente como método pedagógico.
Fazia com que eles desconstruíssem o que sabiam e, a partir do que restava, ajudava-os a reconstruir o conhecimento em bases sólidas. Porém, para atingir este objetivo final, os discípulos deveriam doar-se ao processo socrático de aprendizado. Em outras palavras, os discípulos deveriam construir o próprio conhecimento participando ativamente do processo, interagindo com o mestre e colegas, demonstrar interesse e comprometimento pelo aprendizado, de forma disciplinar e com método.

Conclusão
Como uma casa, o aprendizado também deve se sustentar em pilares sólidos, pois caso contrário, desmorona. O que restam são apenas fragmentos de dados e informações memorizadas que servem apenas para passar na prova final ou no ENADE. E não conhecimento duradouro e útil que pode ser aproveitado na vida pessoal e profissional de cada indivíduo.

Referências

MCGEE, Bryan. História da Filosofia. São Paulo: Ed. Loyola, 1999.

6 de nov. de 2014

PMBOK 5ª Edição | Modificações na Área 10-Comunicações

Com a criação da nova área 13-Partes Interessadas, nesta 5ª Edição, a área 10-Gerenciamento das Comunicações no Projeto teve os seus processos redefinidos e reduzidos. Agora são três processos, a saber (PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE, 2014, p.287-308):

10.1 Planejar o gerenciamento das comunicações
Objetiva desenvolver o plano de comunicações do projeto, definindo as estratégias de comunicação da equipe de projeto com as partes interessadas (stakeholders).

10.2 Gerenciar as comunicações
Objetiva acompanhar o projeto para coletar informações relevantes para serem distribuídas entre as partes interessadas.

10.3 Controlar as comunicações
Objetiva garantir que as informações corretas sejam divulgadas no momento certo às partes interessadas apropriadas.


Na 4ª Edição do PMBOK gerenciar as comunicações era chamado 10.3 Distribuir as informações e controlar as comunicações era o processo 10.5 Reportar o desempenho. Nesta nova edição, planejar o gerenciamento das comunicações substituiu o processo 10.2 Planejar as comunicações.

Referência

PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Um guia para o conjunto do conhecimento em gerenciamento de projetos (Guia PMBOK). 5ª Ed. Newtown Square: Project Management Institute, 2014

5 de nov. de 2014

Os Pilares do Aprendizado (2)

Como vimos anteriormente - em Os Pilares do Aprendizado (1) - o aprendizado de qualidade e duradouro se sustenta sobre três pilares: a instituição, o corpo docente e o corpo discente.

O Corpo Docente
A Direção Acadêmica, com a colaboração e suporte da Coordenação dos cursos oferecidos pela instituição de ensino deve elaborar os projetos pedagógicos dos cursos para que eles sejam alinhados às mais recentes metodologias de ensino disponíveis, cumpram com os requisitos legais e normativos definidos para a Educação e ofereçam informações recentes sobre as práticas atuais do mercado de trabalho.

Para que isto se concretize, o Corpo Docente deve ser escolhido de forma a garantir que os professores sejam devidamente qualificados (doutores, mestres e especialistas nas respectivas áreas do saber em conjunto com profissionais experientes e atuantes no mercado). O corpo docente deve estar interessado e comprometido em criar as condições necessárias à transmissão dos dados e das informações necessárias à geração do conhecimento. 

O professor deve estar atualizado com as práticas pedagógicas mais recentes. Deve ser capaz de discernir quando utilizar métodos tradicionais (passivos sob o ponto de vista do aluno) de ensino e quando adotar métodos ativos (sob o mesmo ponto de vista). Deve utilizar-se de todos os recursos e técnicas possíveis e permissíveis à construção do conhecimento, inclusive a utilização de recursos da Tecnologia da Informação.

No passado Pitágoras de Samos (570 a.C. - c.497 a.C.) (LAW, 2009, p.233) tinha a sua disposição apenas a poeira do chão, ou talvez uma folha de papiro, para demonstrar a resolução do seu famoso Teorema. E, para a época, era o que de mais avançado havia. Hoje temos a nossa disposição uma infinidade de recursos (biblioteca virtual, sites, chats, e-mail, simulados online, entre outros), alguns inclusive gratuitos.

Na próxima postagem abordaremos o Corpo Discente.

Referências

LAW, Stephen. Filosofia. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2009. (Guia Ilustrado Zahar).