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7 de jan. de 2015

Teoria das Restrições (TOC)

Na década de 1980, o físico israelense Dr. Eliyahu M. Goldratt (1947 - 2011) lançou, junto com Jeff Cox, o livro A Meta, onde expunha, sob a forma de um romance sobre negócios, os conceitos da sua Teoria das Restrições ou, em inglês, Theory of Constraints (TOC), desenvolvida por ele nos anos 1970. 

A TOC propõe um novo paradigma de Administração baseado na ideia central de melhor utilizar os recursos disponíveis e escassos na organização. Ao identificar a restrição da organização e explorá-la de forma a aproveitar ao máximo o seu tempo disponível, a organização substitui o desempenho local pela melhoria do desempenho global.

Há alguns conceitos básicos fundamentais para a compreensão desta teoria.

A Meta
A meta de uma organização qualquer é aproximar a organização de seus objetivos estratégicos. No caso de uma organização com fins lucrativos, a meta é facilmente medida em unidades monetárias (p.e., em reais - R$, ou em dólares - US$, etc). Nas palavras de Goldratt e Cox (2003, p.?) a meta é, portanto, “ganhar mais dinheiro tanto no presente quanto no futuro”.

Restrição
Restrição ou gargalo é qualquer coisa que impeça um sistema de atingir um desempenho maior em relação à sua meta. Pode-se dizer que todo sistema tem uma restrição, caso contrário seu desempenho seria infinito, e com isso, a lucratividade da empresa seria infinita (CORBETT, 1998, p.25-6). A restrição pode ser interna ou externa à organização, p.e. o mercado é uma restrição externa se for limitado e não permitir que a organização venda mais. A restrição pode ser também física, na maioria das vezes, um equipamento único dentro do processo fabril que limite a produção do produto a ser vendido, criando um gargalo na produção. Ou uma política antiga e defasada - restrição não física ou virtual - que iniba a atuação da organização no mercado onde está competindo.

Processo de Focalização
  1. Identificar as restrições (os gargalos) do sistema
  2. Decidir como explorar as restrições do sistema
  3. Subordinar tudo mais à decisão acima
  4. Elevar as restrições do sistema
  5. Se em um passo anterior uma restrição for quebrada, voltar ao passo 1
Goldratt afirma que este processo de focalização representa o processo de melhoria contínua dentro das organizações que seguem a TOC.

Tambor-Pulmão-Corda



O Tambor, como nas galeras romanas, tem como função marcar o ritmo da produção ditado pela operação do gargalo. Todas as máquinas não-gargalo MX devem trabalhar no ritmo ditado pela máquina MG.


O Pulmão (E1) nada mais é que uma proteção do gargalo, e pode ser considerado sinônimo de estoque. Como o gargalo não pode parar de funcionar, uma vez identificado, é preciso protegê-lo das incertezas (Lei de Murphy). Ele deve ter sempre algo produtivo para fazer. Daí cria-se um pulmão (ou estoque) que o alimenta. Este pulmão pode ser de materiais semi processados ou de tempo. O mesmo não se faz com não-gargalos, pois estes não precisam funcionar todo o tempo.

A Corda terá como função sincronizar o trabalho do gargalo com os recursos anteriores a ele, não permitindo que trabalhem mais do que o necessário para manter o pulmão no seu ponto ideal de capacidade. Também é sua função a liberação de materiais para os demais processos não-gargalos, de forma que estes produzam o necessário no momento correto para alimentar o pulmão do gargalo.

Referência

CORBETT, Thomas. Throughput Accounting. Great Barrington: North River, 1998.
GOLDRATT, Eliyahu  M.;  COX, J.  A meta: um processo de melhoria contínua. 2ª Ed.  São Paulo: Nobel, 2003.

23 de dez. de 2014

Feliz Natal e um Ótimo 2015!

A todos os seguidores e colaboradores deste blog, desejamos Feliz Natal e um Ótimo 2015, com muita paz e cheio de felicidades!

Equipe do blog
A Administração comentada pelos Discentes

18 de dez. de 2014

PMBOK 5ª Edição | Nova Área 13-Partes Interessadas

Uma nova área do conhecimento foi criada nesta 5ª Edição do PMBOK, 13-Gerenciamento das Partes Interessadas no Projeto, com quatro novos processos, a saber (PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE, 2014, p. 391-415):

13.1 Identificar as partes interessadas
Tem como objetivo identificar as pessoas e/ou organizações que podem influenciar ou ser influenciadas pelo projeto.

13.2 Planejar o gerenciamento das partes interessadas
Tem como objetivo planejar a melhor maneira de conduzir o envolvimento e participação das partes interessadas junto ao projeto.

13.3 Gerenciar o engajamento das partes interessadas
Tem como objetivo gerenciar o envolvimento e participação das partes interessadas no projeto, trabalhando as expectativas e desejos das mesmas, via constante comunicação entre os interessados e a equipe de projeto.

13.4 Controlar o engajamento das partes interessadas
Tem como objetivo monitorar o envolvimento e participação das partes interessadas no projeto.

Na 4ª Edição do PMBOK a identificação das partes interessadas era realizada na fase de Iniciação da área 10-Gerenciamento das Comunicações do Projeto no processo 10.1 Identificar as partes interessadas e as expectativas das partes interessadas eram gerenciadas na fase de Execução no processo 10.4 Gerenciar as expectativas das partes interessadas.

Referência

PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Um guia para o conjunto do conhecimento em gerenciamento de projetos (Guia PMBOK). 5ª Ed. Newtown Square: Project Management Institute, 2014

4 de dez. de 2014

PMBOK 5ª Edição | Modificações na Área 12-Aquisições

Nesta 5ª Edição, a área 12-Gerenciamento da Qualidade do Projeto teve apenas a mudança de nome de três processos. São quatro processos no total, a saber (PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE, 2014, p.355-389):

12.1 Planejar o gerenciamento das aquisições
Documentar as decisões e planejar a maneira pela qual as aquisições serão conduzidas pela equipe do projeto.

12.2 Conduzir as aquisições
Identificar as necessidades de aquisição, selecionar e definir os fornecedores dos diversos itens necessários para bom andamento do projeto.

12.3 Controlar as aquisições
Garantir que somente os itens realmente necessários sejam adquiridos pelo projeto, dentro dos prazos e custos estimados.

12.4 Encerrar as aquisições
Garantir que todas as aquisições iniciadas durante o projeto sejam devidamente encerradas, permitindo o devido e correto encerramento do projeto.



Mantiveram-se os processos da 4ª Edição.


Referência

PROJECT MANAGEMENT INSTITUTE. Um guia para o conjunto do conhecimento em gerenciamento de projetos (Guia PMBOK). 5ª Ed. Newtown Square: Project Management Institute, 2014

27 de nov. de 2014

O Processo de Aprendizado

Discutimos, em postagens anteriores, os Pilares do Aprendizado. Nelas vimos a importância da instituição, do corpo docente e do corpo discente no processo de transformação dos dados e informações, que os mestres transmitem aos alunos, em conhecimento.

Gostaria de propor agora o que penso ser um processo de aprendizado eficaz. Lembrando primeiramente, dos estudos sobre Administração, a diferença entre eficácia e eficiência. Ser eficiente é fazer com destreza e rapidez tudo o que nos é atribuído. Eficácia é realizar com eficiência apenas o que deve realmente ser feito, pois ao ser eficaz nos aproximamos de nossos objetivos estratégicos.

Se nosso objetivo estratégico como alunos é aprender, ou melhor, desenvolver conhecimento duradouro e de qualidade, então ser eficaz é realizar atividades que nos aproximem deste objetivo. Quaisquer outras atividades impróprias irão nos afastar deste objetivo e portanto não serão eficazes.

O Processo
O processo se divide em cinco etapas cíclicas, pois não há fim, e suas principais atividades são, a saber:
* se disponíveis
  1. Preparar a Aula
    • Ler os slides* da aula
    • Ler a apostila* da disciplina
    • Ler os capítulos dos livros* indicados na bibliografia
    • Pesquisar na internet sobre o assunto a ser discutido 
    • Anotar as dúvidas que surgirem
  2. Participar da Aula
    • Estar presente de corpo e alma (aluno comprometido, leia os Pilares)
    • Participar, contribuir com o assunto apresentado em aula
    • Fazer anotações sobre o conteúdo apresentado 
    • Participar e fazer as atividades em sala/em equipe
    • Esclarecer as dúvidas
  3. Rever a Aula
    • Revisar os slides e anotações da aula 
    • Reler os capítulos dos livros indicados nos slides 
    • Fazer as atividades/trabalhos para casa/em equipe ou individual
    • Anotar as dúvidas remanescentes
  4. Verificar o Aprendizado
    • Fazer o simulado* no site da disciplina
    • Listar os pontos que ainda não estão devidamente compreendidos
    • Anotar as dúvidas remanescentes
  5. Realizar Leituras Adicionais
    • Ler o material adicional relativo a aula 
    • Visitar os links do site* da disciplina 
    • Pesquisar na internet sobre o assunto discutido
Tenho certeza que o aluno que seguir este processo com disciplina e método, notará que o conteúdo aprendido foi transformado em conhecimento. E conhecimento é válido para toda a vida. Basta saber utilizá-lo com sabedoria e ética.